“Para poder requerer assistência social, você precisa admitir que é pobre. Para poder declarar falência, você precisa admitir que está falido. Para poder dar entrada em um hospital, você precisa reconhecer que está doente. E para ir para o céu, você precisa admitir que está ligado ao inferno.
Estamos dispostos a fazer as três primeiras coisas, mas e a quarta? Esta é difícil. Suficiente para derrubar um amigo. Não é fácil para um sujeito decente admitir que é um pecador. É difícil para uma bela jovem confessar a escassez espiritual.
Ah, não é a princípio, quando conhecemos a Cristo. Quando a vida está uma bagunça e o futuro parece desolador. Quando não temos mais nada a perder, porque já perdemos tudo. Não é difícil admitir a princípio.
Mas depois, pela graça de Deus, as coisas melhoram. As contas são pagas, o cachorro volta para casa. A despensa fica repleta. O rosto que vemos no espelho pela manhã tem um sorriso. E, com o tempo, a pessoa no espelho fica um pouquinho orgulhosa. Um pouquinho pretensiosa. Um pouquinho, digamos... Convencida?
Nós nos esquecemos de onde estávamos. Esquecemos o que Deus nos deu. Lentamente, começamos a pensar que Ele tem sorte por nos ter ao seu lado. Começamos a ver a salvação não como um arremesso do salva-vidas no naufrágio, mas como uma viagem em barco a remo: a graça de Deus manejando um remo e as nossas obras manejando o outro. Pensamos: “Não é que Jesus não seja necessário, é que Jesus não é suficiente”.
Lentamente, primorosamente, começamos a acreditar na doutrina da salvação de Jesus mais. Jesus, mais as boas obras. Jesus, mais a doutrina certa. Jesus, mais a correta tradução da Bíblia. Jesus, mais as atividades de caridade adequadas.
...Somos salvos porque Deus nos resgatou, e não porque aprendemos a nadar. Deus é o verbo e nós, o substantivo. Deus realiza o salvamento e nós o recebemos.
Tudo o que fazemos é aceitá-lo. Faríamos bem em admitir isto.”
- Max Lucado!
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Comment by Sara Silveira on August 22, 2010 at 5:10pm
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